Retrabalho

Quantas vezes nos pegamos refazendo algo? Eu já perdi a conta.

Vamos imaginar um prédio… preparo o terreno, faço uma plainagem pra ficar retinho.

Após isso, vamos fazer as fundações: buracos fundos que irão sustentar os alicerces do meu prédio, para que ele suba forte e não esmoreça nos tremores de terra que poderão acontecer. Essa base, também, deve contar com o peso que irei colocar “dentro dele”.

Aí ele vai subindo… forte, tijolo por tijolo. Uma belezura.

E descubro após um certo tempo que meu prédio precisa de manutenção… rompe aqui, cai ali, solta um pedacinho do reboco, um cano entope, o mármore da escada lasca, a pintura suja. Arrumo uma coisa aqui e ali porque não consigo arrumar tudo ao mesmo tempo.

Após tudo devidamente arrumado… percebo um rombo enorme no chão, que depois descobri que era um vazamento pequenino, micro e super escondido que à tempos está vazando e não tinha notado.

Só que ele não tem jeito, coloquei superbond, durepox, vedei com fita !! Decidi fechar o registro, para ele não vazar mais, nem mais uma gota sequer !!!!

Fecho meus olhos, relaxo… continuo escutando o “ping, ping, ping” :-(

Quer saber, vou implodir essa m* !!!

Olho: derrubo? Não derrubo? Hum… fazer tudo de novo? Não sei… Acho melhor sim, porque ele está bambo… mais como? Não construí ele tão direitinho, bem fundado?

Dei azar… o material era de segunda. Vou ter que começar do zero novamente !

Penso, logo existo…

Nossa vida é uma eterna batalha de afirmação: se afirmar na vida pessoal, profissional, sentimental, educacional e entre tantas outras derivações que compreendem a nossa existência por aqui. Isso é tão assustador que, temos que deixar nesse plano, a afirmação de que passamos por aqui perpetuando a espécie e dando continuidade ao nosso "legado".

Ah, sei lá !!! Olho à minha volta e vejo tantas coisas ruins que não sei se vale a pena fazer alguém passar por isso aqui.

Para não ficar com um ar muito negativo, tem umas coisas que valem muito a pena passar… conhecer outros semelhantes e ter o amor incondicional de mãe (que é o único amor verdadeiro, pois ela não te abandona nunca) é uma dessas coisas que vale a pena.

Viver é muito bom quando se sabe viver. E eu estou tentando sobreviver porque já vivi e morri.

A Vida não é (sempre) como a gente quer

Em alguns momentos páro e me dou conta que, apesar dos pesares, tenho o prazer enorme de compartilhar a minha vida com pessoas que simplesmente a completam. E digo que é maravilhoso quanto você tem alguém assim: que nunca está perto de você fisicamente mas naqueles momentos de aperto aparece com um simples “oi” no e-mail ou em outras ferramentas que possibilitam o contato à distância.

Eu hoje bato no peito e digo que tenho uma AMIGA assim. E quando menos “espero” lá está ela, pertinho, pertinho.

Quando cheguei no trabaho pela manhã de hoje, encontrei um “scrap” e ele caiu (novamente) como uma luva no meu estado de espírito.

Obrigada AMIGA!

Espero que você possa aceitar as coisas como elas são…
Sem pensar que tudo conspira contra você…
Porque parte de nós é entendimento…
Mas a outra parte é aprendizado…

Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos…
Que no final possa alcançar todos os seus objetivos…
Porque parte de nós é cansaço…
Mas a outra parte é vontade…

Que tudo aquilo que você vê e escuta possa lhe trazer conhecimento…
Que essa escola possa ser longa e feliz…
Porque parte de nós é o que vivemos…
Mas a outra parte é o que esperamos…

Que a manhã possa lhe oferecer todo dia a divina luz…
Que você possa fazê-la seu único e verdadeiro caminho…
Porque parte de nós é dúvida…
Mas a outra parte é crença…

Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado…
Que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro…
Porque parte de nós é o que temos…
Mas a outra parte é sonho…

Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros…
Que você possa aceitar que só quem soube da sombra, pode saber da luz…
Porque parte de nós é angústia…
Mas a outra parte é conforto…

Que você nunca deixe de acreditar…
Que nunca perca sua fé…
Porque parte de Deus é amor…
E a outra parte também!

(Autor Desconhecido)

Carpe Diem

Não sei como surgiu o assunto. Estava entre amigos conversando e eis que surge a questão: “a vida é assim, hoje você está sentada conversando comigo, amanhã pode ser que não!”.

Pior que é verdade, não sabemos o dia de amanhã. Isso para mim ainda é um mistério!! Faço muitos planos futuros e, no final penso para que exatamente faço isso se não tenho a certeza do meu amanhã. Aí, penso: “poxa, como vou estabelecer objetivos na minha vida se não posso planejar o futuro? As ações que tomo hoje, teoricamente serão refletidas no meu futuro…”

Complexo! Então recebi de um desses amigos um filminho. Não sei se é verdade ou não, só o que sei é que acontece e ninguém está livre disso. Podemos dar o nome que quisermos para isso: fatalidade, destino, ato isolado, adversidades da vida… sei lá, o que importa é que ACONTECE.

 

Então porque ficar perdendo TEMPO em planejar as atitudes da vida como se elas fossem um plano de estratégias integradas e medidas por números, tabelas e relatórios? Não sei, sinceramente.

Eu já vivi assim, controloda, medindo cada passo e cada atitude… não digo que é ruim mais sem sombra de dúvidas não é o ideal, porque chega uma hora que tudo sai diferente do “planejado” e você não tem o menor (e nem maior) controle sobre isso.

Então viva o hoje e depois viva o amanhã!!

Funciona assim…

Então, já tenho um tempinho no status de “solteira”. Participando dessa comunidade, consegui tirar algumas conclusões estranhas, engraçadas e inusitadas. E confesso minha supresa: descobri que a minha postura diante dos relacionamentos, está totalmente equivocada.

Nunca defendi a bandeira do feminismo exacerbado, aquele que, só porque a mulher hoje é independente em vários aspectos, ela pode simplesmente “arrassar” o homem, colocá-lo igual a capacho, entre outros absurdos. Então sempre agi como achava correto: é um ser humano como eu, dotado de sentimentos e que merece tanta consideração quanto eu. E tenho a seguinte recíproca: relacionamento é uma via de mão dupla, o fluxo tem que correr na mesma intensidade em ambas as faixas.

E para minha surpresa descobri!! Eureca!! Os homens nunca serão serem dominantes… eles são caçadores. E tem gente que fala que História não serve para nada!! A época dos Homens das Cavernas é o maior estudo do comportamento masculino, pois, em pleno século XXI, eles agem da mesma forma, a diferença está nos instrumentos de caça, que ficaram mais sofisticados. E quando você está sozinha, e sem a menor pretenção de “ter alguém” é melhor ainda. Por que? Conseguimos observar o comportamento, as atitudes, as conversas fiadas, as tentativas, as falhas e as grosserias.

Descobri que quanto maior a dificuldade mais inteligente a situação vai ficando, pois só os que são verdadeiros caçadores conseguem almejar o objetivo. O problema dessa aventura é quando nos deixamos ser caçadas.

A Vida como devemos viver…

Vi esse pela primeira vez a muito tempo. Acho que foi em um dos eventos de publicidade que participei, talvez o Festival de Publicidade que tem todo ano. Ele foi desenvolvido pela DMM9, uma agência de publicidade.

Quando o vi, achei bacana. Mas de uns tempos para cá, ele adquiriu um sentido bem especial para mim e, no fundo, se analisarmos bem e colocarmos a mente para funcionar, percebemos que não conseguimos viver nossas vidas na plenitude.

Levamos nossas vidas de uma forma padronizada e quase sempre rotineira. Nos importamos com padrões impostos pela sociedade, com o que as pessoas irão pensar e esquecemos de viver a NOSSA vida.

Poucas pessoas conseguem essa proesa e quando assim agem, são rotuladas com um selo de “DIFERENÇA”, porque elas saem do padrão que adotamos para a vida em geral.

Hoje sei exatamente o tipo de caminho que quero seguir na minha vida. E você?

Feliz 2008!

Ping Pong

Sempre achei interessante esse formato de texto. Conseguimos traduzir em poucas palavras quem somos (isso quando encontramos os adjetivos corretos). Nesse momento, estou assim e pode ser que dentro em breve isso mude (espero!):

Saudade: é bom e ruim ao mesmo tempo;
Esperança: algum dia ela vai se concretizar e virar realidade;
Amor: o meu, o qual senti, passei e foi eterno enquanto durou;
Incondicional: estou na busca;
Carnal: é a primeira impressão;
Tristeza: tem sido minha companheira;
Felicidade: no tempo certo ela vai aparecer;
Paixão: não me pega mais;
Amigos: os mais pertos estão longe;
Família: aprendizado;
Desejos: muitos, mais ainda não sei como ter todos;
Mudanças: que venham como se fosse uma cachoeira;
Humor: admiro quem tem;
Me acham: transparente; Na verdade: eu engano bem;
Viagem: pensamentos;
Trabalho: preciso e vejo que sou boa no que faço;
Temperatura: a do corpo;
Música: as certas nos momentos certos;
Sapos: costumo não cultivar e nem engolir;
Mesas: virei algumas e guardo reflexo de todas;
Não sei: ser indiferente e fingir o que sinto;
Quero: na hora;
Tempo: o melhor e mais amargo de todos os remédios;
Homens: sensacional quando se encontra;
Vida: uma roda gigante, um dia você está em cima e em outro você está embaixo;
Gosto: ideal, nem pouco e nem muito;
Sol: no início e no fim;
Chuva: para lavar a alma;
: perdi;
Perguntas: não devo ter feito as certas…
Respostas: quem sabe, receberei todas as que preciso um dia;
Voz: fraca;
Sentido: visão;
Cheiro: dele;
Dia: noite;
Independência: sempre de dentro para fora;
Vou: não sei ainda, estou perdida;
Me falta: paciência;
Me sobra: ansiedade;
Meio termo: sim ou não;
Equilíbrio: dizem que existe;
Sintonia: não se forja;
Bichos: queridos;
Dinheiro: necessário;
Vontade: dá e passa;
Fidelidade: antes, lealdade, cumplicidade;
Leio: quase tudo;
Escrevo: para soltar o que está presso dentro de mim;
Me importo: com tudo e nada;
Medo: de não chegar lá;
Solidão: necessária para colocar em ordem os pensamentos;
Penso: mais do que devia e gostaria;
Durmo: para esquecer que estou nesse mundo;
Sou: o que sou… nesse momento perdida; Por quê? Uma parte minha foi embora para sempre.

Conhecer é sempre muito bom

O ensino brasileiro é muito precário. Falo isso não por estar revoltada com as escolas municipais e/ou estaduais, mas pela forma de ensino que nos é imposta desde que entramos para a escola.

Só “aprendi” mesmo a estudar quando entrei para a faculdade. Nossa! Fiquei perdida e tudo era muito novo, as matérias e os professores (diferentemente do Ensino Médio, não segue um padrão, cada um escolhe sua forma de avaliação e por ai vai). Uma confusão que no final das contas você acaba se adaptando e “aprende” a correr atrás das informações. Amei a minha faculdade. Fiz Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela FACHA.

Tem aproximadamente dois anos que me formei, e como todo mundo pensei: “Agora vou dar um tempo”. Não demorou muito, comecei a ficar nervosa. Chegava em casa e não tinha nada para fazer, nada para ler, não tinha aquela pressão de entregar algum trabalho no dia seguinte.

Resolvi fazer Pós e estou adorando porque estou conhecendo pessoas novas e aprendendo coisas novas também. Criamos um grupo para nos manter informados das situações e das informações que trocamos diariamente. Ainda, sim, tem coisas que a internet não cobre e nem supri. O contato humano é uma delas.

O Sentido da Dor

A dor pode ser de diferentes formas para os diferentes indivíduos, assim como sua percepção. Depende também da carga emocional que cada dor pode, ou deve, suportar…

Nunca fui muito boa com as palavras escritas… os pensamentos são mais articulados, na realidade eles fervem de uma forma impressionante. Gostaria que minha agilidade fosse igual a velocidade do meu pensamento. Muitas vezes, também, gostaria de não pensar tanto. Muitos pensamentos acabam atrapalhando o seguimento da vida.

Perdemos muito tempo pensando e perdemos muito tempo sentindo dor.

O que é dor para você? Perder uma pessoa muito querida por uma fatalidade? Perder uma pessoa que você ama muito? Bater com o martelo no dedo? Ou prender o dedo na porta do carro?

O problema disso tudo é: a dor passa mais a sensação de ter sentido fica. E toda vez que você lembra, ela dói como se fosse instantâneo, como tivesse acabado de acontecer.

É muito ruim saber que vai doer, de novo, mais uma vez…

Nesse momento, queria párar de sentir dor. Está me incomodando.